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ANIVERSáRIO DA ASE


     

 

75 ANOS DE GLÓRIAS E TRADIÇÕES

           A Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército, assim por definição, surgiu de um sonho de abnegados homens que pensaram em criar um Clube que pudesse reunir militares e suas famílias, estendendo a convivência para fora dos quartéis. Várias reuniões e discussões foram feitas para concretizar o sonho.
          Em 28 de dezembro de 1936, reunidos na sede provisória, localizada à Rua Halfeld, nº 650, no terceiro andar do Edifício Krambeck, e sob a Presidência do Sargento BENEDITO CANDIDO FERREIRA, foi fundada a ASE: com denominação de “ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DOS SARGENTOS DO EXÉRCITO”.

          Em 1942, aconteceu a fusão entre a ASE e a Associação Atlética Duque de Caxias que vinha sendo dirigida por vários Oficiais, Subtenentes e Sargentos do 12 º RI, sendo transferidos para a ASE todos os direitos e bens pertencentes a Associação Atlética.

         Nascia uma Associação e com ela o desejo  de construir  sua sede própria, para aprimorar cada vez mais o espaço para os associados. Em 10 de dezembro de 1944, o Sr. Francisco Mário de Carvalho, presidente da ASE, convoca uma assembleia que teve o objetivo de traçar planos para aquisição de fundos destinados à almejada  Sede Própria. Nesta mesma assembleia foi eleita a Comissão Diretora da Campanha, composta pelos sócios Srs. FRANCISCO MÁRIO DE CARVALHO, IVANILDO RIBEIRO DANTAS E ANTERO JOSÉ MENDONÇA.
         Em seguida, várias promoções foram feitas com o intuito de arrecadar fundos para a aquisição do terreno para a edificação da Sede Própria. Tal esforço não foi em vão. Em 12 de outubro de 1948, foi passada a escritura de terreno medindo 22m x 36m, destinado à  construção da Sede Própria, adquirido no valor de NCr$ 140,00.

         A ASE é uma associação civil sem fins lucrativos ou econômicos, o que não dispensa a mesma de ter uma estrutura de empresa, com CNPJ junto a Receita Federal do Brasil, e com pagamentos de impostos, Inscrição Estadual e Municipal. Tem seu caráter de Utilidade Pública Municipal, conforme nº 217, de 19 de dezembro de 1949, de âmbito nacional, com patrimônio e personalidade próprios e distintos de seus associados.
Em 16 de abril de 1952 o Sr. JOÃO MARTINS, Presidente da ASE comunicou em Assembleia, a instalação da Secretaria e Tesouraria na casa nº 412 da Rua Mariano Procópio de propriedade da Associação.
        Em 21 de janeiro de 1953, sob a direção do Sr. DEUSDEDIT TEIXEIRA DA FARIAS, reúne-se a Diretoria que aprova a nomeação de uma Comissão composta do Vice Presidente, na companhia do Sr. FRANCISCO MÁRIO DE CARVALHO e JOSÉ ANTÚCIO DE SAMPAIO. A comissão, com o intuito de solicitar ao Exmº Sr Ministro da Guerra o atendimento do memorial, versando sobre a concessão de empréstimos para a construção da Sede Própria, obteve resultados favoráveis mais tarde.  

        Em 05 de abril de 1954, a Diretoria reunida com membros do Conselho Fiscal aprova o contrato de construção do Pavimento Térreo da ASE com a firma J. VIEIRA & CIA LTDA pelo preço de Cr$ 100.000,00 mais Cr$50.000,00 tão logo fosse construído o respaldo da base do edifício. 
        Em 07 de abril de 1954, foi lançada a pedra fundamental. Data histórica para a ASE.  Nesse dia, iniciou-se a construção da Sede Própria.


        Foi necessário a solicitação de empréstimos, junto a Caixa Econômica Federal, para dar sequencia as obras de construção do edifício. O que uma vez concedido empréstimo, foi feita a hipoteca do imóvel da entidade.
         A referida obra continha em sua planta os três pavimentos que foram edificados por etapas, sendo a primeira, concluída em 30 de novembro de 1956.

        Ainda havia muito que fazer.  Um dos objetivos era a aquisição de uma Sede Campestre para oferecer recreação e lazer aos associados.
         A Diretoria da ASE visita o Exmº Sr. Gen. ALFREDO SOUTO MALAN, comandante da 4ª RM; dentre os assuntos tratados coloca-se a possibilidade de cessão de um terreno onde pudesse ser construída uma sede de recreação e lazer. Sensibilizado com os propósitos, Sua Excelência, pessoalmente escolhe a área e sela este gesto de alto valor social em 29 de setembro de 1966, publicando em Boletim Interno da 4ª RM nº 185, o seguinte:  “Autorizo à Associação dos Sargentos do Exercito de Juiz de Fora a utilizar, como Sede Campestre, a área de 77.800 m², localizada no Campo de Instrução de Juiz de Fora, de acordo com a planta arquivada no Serviço de Patrimônio Regional/4.”
         A partir deste momento o que se vê, é a soma de esforços para que a tão sonhada Sede Campestre se tornasse uma realidade.

         A construção de Sede Campestre representa um momento ímpar na história da ASE. É quando se vê a união dos sócios de uma maneira mais efetiva. Verdadeiros mutirões foram realizados com braços fortes e variados. Sábados, domingos, feriados, picaretas, pás e enxadas são movimentados com a força de fortes tratores que romperam capoeiras, um verdadeiro matagal.
        Aos poucos, os primeiros espaços físicos na Sede Campestre foram tomando forma. No dia 26 de abril de 1970 a Sede Campestre é entregue aos associados. Com a presença de várias autoridades o Presidente da ASE, 2º Sargento HELIO RODRIGUES DORNELLAS, fez um discurso emocionado. Relembrando os momentos  que antecederam a inauguração da Sede Campestre, o senhor Presidente, ressaltou nomes de  grandes companheiros que sem medir esforços empenharam-se naquela empreitada. Lembrou-se daqueles cuja jornada terrena já tinha chegado ao fim, enaltecendo o valor de seus esforços que se somaram aos dos presentes, para consolidar a Conquista da Campestre.

 

O LEGADO DE UMA HISTÓRIA

         As conquistas aseanas durante estes tempos, vão além do que entendemos serem materiais. Para que tenhamos hoje uma convivência baseada, na vivência de um Estatuto democrático, baseado no respeito à pessoa, foi necessário que momentos difíceis fossem passados por aquelas pessoas, cuja missão ou por que não dizer vocação, foi ajudar a construir um futuro com  momentos muito  melhores do que os por eles vivido.
         A História não poderia negar o nosso reconhecimento às pessoas que de uma maneira especial, dedicaram parte de seus tempos, ausentando-se do convívio de suas famílias e amigos para conduzir a ASE, cada um em seu momento. Falamos de nossos ex-presidentes, cada um com sua maneira peculiar de ser, ajudaram a consolidar este Clube, que hoje tem 75 anos de história, glória e tradição. Embora, pelo seu Quadro Social, que renova-se na medida em que se mescla experiência e juventude.

         Sendo assim escolhemos um nome acima de qualquer questionamento. Falar dele estaremos homenageando todos os ex-presidentes. Nos referimos ao Sr. JOSÉ DA SILVA RIBAS, que foi Presidente da ASE  no período de 28/12/1956 a 28/11/1963, quando auxiliado por fiéis companheiros ajudou a consolidar uma fase deste clube.
         No plano de obras com sua visão de futuro, conduziu as obras da Sede Social pensando no favorecimento das futuras gerações, inclusive, estruturando a obra para futura instalação de um elevador, o que de fato aconteceu.
 

A HISTÓRIA NÃO OS ESQUECEU

            Para que ocorram feitos, é necessário que pessoas tomem iniciativas dando dinâmica a história. ISNAR DE CASTILHO é uma dessas pessoas que no contexto de construção da Sede Campestre, conseguiu com sua atitude, carisma e liderança associar pessoas e esforços. Foi Presidente da ASE no período de 01/05/1972 à 30/04/1974, mas independente disto, foi um dos maiores incentivadores para a Edificação da Sede Campestre.
           Falando sobre “saudade”, vem na memória o nome Adair, ADAIR JOSÉ TEIXEIRA, que hoje faz parte do Plano Superior, esteve entre nós por um tempo, o suficiente para deixar uma marca positiva de quem muito ajudou a este Clube, como Presidente no período de 01/05/1974 à 30/04/1976 ou na condição de membro dos Poderes deste Clube. Período que doou sua competência e humanismo em favor do coletivo. Não só na ASE, mas, também colaborador de outras entidades.
          Se penso em “BOLA” como não lembrar de AFONSO CELSO DE ALMEIDA COUTO, para simplificar “COITÉ”, o verdadeiro “CARTOLA” do futebol na ASE. Dispensando as famosas “PENEIRAS” em que se escolhe os bons de bola e usando o CORAÇÃO, Coité acolhia à todos de braços abertos. E desta forma tornou-se fator de união entre pessoas. O seu grande diferencial era o dom de unir os diferentes, mostrando que somos capazes de vivermos juntos. Em pensar que teve gente que mesmo não sabendo fazer carinho na bola, fazia questão de se denominar PELADEIRO. E aí, fica o conceito que ser PELADEIRO na ASE, mais do que “jogar bola”, é fazer parte de um grupo diferenciado de amigos.
           Uma homenagem àqueles cujo os nomes não aparecem em placas, documentos ou tão pouco em histórias contadas por poucos ou muitos. Não são esquecidos, pois, a obra é testemunha deles, anônimos, de forma alguma, sabemos que existiram, negá-los seria uma insensatez.
          As grandes batalhas são vencidas pela união dos braços, que se fazem fortes, e aí não importa o resultado da empreitada.
         A Administração “Ética, Trabalho e Responsabilidade”, vem desta forma contribuir pelo resgate de uma história,  responsabilidade de todos nós, que ao completar 75 anos, vem confirmar a sua vocação de associar.
        “NÓS SOMOS PASSAGEIROS, A ASE É ETERNA”, queremos que continue a romper a barreira do tempo, proporcionando o bem-estar à todos que são e serão denominados “Aseanos de Coração”.

 

ALGUNS MOMENTOS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DA ASE

* Em 1946, foi eleita a 1° Rainha da Primavera, Srta. Léa Pagani
* 03 de julho de 1971,  foi realizada a “1ª Festa Julina da ASE”
* 11 de dezembro de 1970, inauguração da iluminação da Sede Campestre
* 24 de abril de 1970, doado à ASE pela 4ª Cia Leve de manutenção, um Parque Infantil
* 08 de setembro de 1973, é inaugurada a quadra de Esportes da Sede Campestre
* 13 de janeiro de 1987, aprovação do “Regimento Interno da ASE”
* 28 de dezembro de 1973, em Sessão Solene, a inauguração da Placa denominativa do Prédio da Sede Social da ASE, que recebeu a denominação de “EDIFICIO FRANCISCO MÁRIO DE CARVALHO”, onde compareceu o homenageando e seus familiares, além de várias autoridades. É importante chamar a atenção para este momento. Quando o homenageado é um dos 9 (nove) civis fundadores deste Clube. É o reconhecimento desprovido de qualquer sentimento de descriminação. É a prova da união de militares e civis que deu certo, o sucesso do engajamento que só uniões sólidas são capazes de produzir.

  

* Colaboração: Agenor Alandir de Andrade – Relações Públicas da ASE – Professor de História, Graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora – Pós graduado em História Econômica e Ciências das Religiões pela UFJF.
* Colaboração e revisão: Michelle Valle - Acadêmica de Comunicação Social da UFJF.
* Produção, Redação e Projeto gráfico:  Judas Tadeu Costa e Ronaldo Feliciano.




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